Aproveitando a leva de torneios internacionais femininos de 10.000 dólares a decorrer em Portugal, achei que não podia de dar a minha perspectiva sobre este tipo de torneio.
Bem sei que estas provas, as menos relevantes para os rankings mundiais ATP e WTA, têm como principal objectivo a introdução dos jovens tenistas no circuito, são um começo de uma eventual carreira e é compreensível que dêem poucos pontos para os rankings. O problema até terá que se dizer que não está aí.
O problema é que no nosso país dispomos quase só de torneios deste escalão mais baixo, faltando provas de 25.000 dólares, 50.000, 75.000 e por aí a cima, para quem já possua alguma rodagem nos eventos de 10.000 dólares e pretenda começar a pontuar de forma mais significativa para as classificações ATP e WTA.
Pegando no caso feminino, veja-se que nos torneios de 10.000 dólares, é necessário passar uma ronda no quadro principal para atingir um mísero ponto para os rankings e, mesmo assim, o ponto só é contabilizado às jogadoras se for pelo menos a terceira vez que atingem tal feito. A vencedora do quadro principal soma apenas 12 pontos.
Nas organizações com 25.000 dólares, as consideradas imediatamente acima, os quartos-de-final dão logo 14 pontos e à vitória final são atribuídos 50 pontos.
Quem esteja menos por dentro destas coisas poderá dizer que pelo menos estão 10.000 dólares em jogo, mas esse argumento cai por terra se pensarmos que essa quantia é a quantia a distribuir por todos os participantes e não a quantia que leva para casa o vencedor (havendo depois ainda outras quantias para finalistas vencidos, semi-finalistas, etc.). De resto, a quantia terá ainda que ser partilhada entre o quadro de singulares e o de pares, ficando claramente pouco para quem só se concentre num dos dois. Geralmente, as despesas de deslocação nem sequer ficam cobertas por estes "prize moneys".
Acrescentaria que, mesmo que se ganhassem "rios de dinheiro", não será esse o principal objectivo de quem compete. Se fosse só uma questão de dinheiro, muitos jogadores se dedicariam a outras actividades.
Este ano, e permanecendo centrado no sector feminino, é de lamentar de sobremaneira que o único torneio de 25.000 dólares que ia persistindo não se realize. Efectivamente, em fase de reestruturação do Estádio Universitário de Coimbra, só em 2010 se voltará a ter aí um "Ladies Open".
Bem sei que estas provas, as menos relevantes para os rankings mundiais ATP e WTA, têm como principal objectivo a introdução dos jovens tenistas no circuito, são um começo de uma eventual carreira e é compreensível que dêem poucos pontos para os rankings. O problema até terá que se dizer que não está aí.
O problema é que no nosso país dispomos quase só de torneios deste escalão mais baixo, faltando provas de 25.000 dólares, 50.000, 75.000 e por aí a cima, para quem já possua alguma rodagem nos eventos de 10.000 dólares e pretenda começar a pontuar de forma mais significativa para as classificações ATP e WTA.
Pegando no caso feminino, veja-se que nos torneios de 10.000 dólares, é necessário passar uma ronda no quadro principal para atingir um mísero ponto para os rankings e, mesmo assim, o ponto só é contabilizado às jogadoras se for pelo menos a terceira vez que atingem tal feito. A vencedora do quadro principal soma apenas 12 pontos.
Nas organizações com 25.000 dólares, as consideradas imediatamente acima, os quartos-de-final dão logo 14 pontos e à vitória final são atribuídos 50 pontos.
Quem esteja menos por dentro destas coisas poderá dizer que pelo menos estão 10.000 dólares em jogo, mas esse argumento cai por terra se pensarmos que essa quantia é a quantia a distribuir por todos os participantes e não a quantia que leva para casa o vencedor (havendo depois ainda outras quantias para finalistas vencidos, semi-finalistas, etc.). De resto, a quantia terá ainda que ser partilhada entre o quadro de singulares e o de pares, ficando claramente pouco para quem só se concentre num dos dois. Geralmente, as despesas de deslocação nem sequer ficam cobertas por estes "prize moneys".
Acrescentaria que, mesmo que se ganhassem "rios de dinheiro", não será esse o principal objectivo de quem compete. Se fosse só uma questão de dinheiro, muitos jogadores se dedicariam a outras actividades.
Este ano, e permanecendo centrado no sector feminino, é de lamentar de sobremaneira que o único torneio de 25.000 dólares que ia persistindo não se realize. Efectivamente, em fase de reestruturação do Estádio Universitário de Coimbra, só em 2010 se voltará a ter aí um "Ladies Open".
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