quarta-feira, 27 de maio de 2009

Comentários

Sem estarem a aparecer comentários neste blogue, o qual se encontra ainda inequivocamente em fase de divulgação, atrevo-me a publicar aqui alguns comentários que foram feitos a um texto meu no blogue Ténis Português do Sr. Rui Barata (v. infra). Digamos que não subscrevo nem deixo de subscrever nenhum dos comentários, mas fiz uma selecção dos que me pareceram mais interessantes...
Jorge (Algarve) disse...
"O diagnóstico tá correcto. Resta é saber quem terá coragem de ir prá frente na luta aos interesses instalados. Se há árbitros que também são jogadores, treinadores, dirigentes, vendedores e etc. não é por acaso. É porque isso enche os bolsos a pessoal que anda por aí a servir-se do ténis e esses não vão querer perder as mordomias. Quem é que vai promover 1 estatuto de incompatibilidades pros nossos árbitros? Quem é que vai ter peito pra dizer aos treinadores que têm que se esforçar mais e fazer formação? Quem é que vai dizer aos dirigentes que podem fazer mais pra arranjar patrocínios? Quem são as famílias que vão pedir respeito pra si próprias e pro seu dinheiro? Com esta me fico."
Teresa Ramos Carvalho disse...
"Os clubes de ténis que não se previnam como deve ser e vão acabar por ficar sem ninguém. quem é que pode hj em dia pagar 100, 200, 300 euros e mais por mês em aulas de ténis. E qd se tem mais que um filho lá, como eu, e os 100, 200, 300 e por aí adiante, são a dobrar. Ainda hj deu na RTP que os portugueses tão a poupar nas actividades dos filhos - guitarra, dança, explicações, vários desportos, línguas. Quem pode fazer outra coisa? E no ténis são as aulas e são os acompanhamentos dos treinadores a torneios pagos à parte, as inscrições nos torneios e nos clubes, as 'jóias', as taxas federativas, encordoações, raquetes novas e sabe Deus mais o quê."
Alberto Neves (Carcavelos) disse...
"Parece-me boa ideia um limite máximo imposto ao preço das aulas de ténis mas temo que fosse estabelecido um limite muito elevado para as famílias porque quem fixaria o tal limite seria a Federação, onde estão muitos treinadores de clube e outras pessoas ligadas aos clubes."
António Santos disse...
"O autor toca em muitos pontos importantes. Pontos que, para quem está no meio, sente. Estou com muitas dificuldades em pôr a minha filha num caminho que lhe permita pensar em ter futuro no ténis.Dizem-me que tem qualidades para isso, mas como não sou rico a estrada, que deveria ser auto-estrada, é a antiga estrada do Marão, cheia de subidas e de curvas. Em suma, é só dificuldades."
Ana Lúcia Duarte disse...
"Sou a mãe de um rapaz com 12 anos que gosta muito de ténis e este mês tive de o tirar do ténis. Fiz isso com ele com lágrimas nos olhos mas não podia fazer outra coisa. É dor que só as mães conhecem. Trabalho como secretária e o meu marido trabalha como administrativo. Os nossos salários já não dão para mais ténis. Vou tentar interessar o meu filho por um desporto mais barato. Aqui perto não há muitas escolhas. Vou ver se ele quer ir para o futebol, andebol ou a natação. O dinheirinho é que manda."
António Almeida disse...
"Concordo que ainda o aspecto mais difícil de mudar de todos é o das mentalidades mesquinhas. Estou farto do nosso ténis. É só invejas, rivalidades doentias, maledicência, más-vontades, egoísmo, individualismo, desumanidade e hipocrisia. Com os praticantes adultos é péssimo e com os miúdos ainda é pior. Dizem-me que é um reflexo da sociedade onde vivemos mas às vezes parece que no ténis ainda é pior. As pessoas em vez de olharem para si e para a sua evolução, esforçando-se para isso, preferem tentar deitar os vizinhos abaixo e ninguém vai a lado nenhum."
Nuno Borges disse...
"Por alguma coisa surgiu um Cristiano Ronaldo no futebol ou um Nélson Évora no salto em comprimento. Se todas as modalidades seleccionassem quem poderia prosseguir com base em limitações económicas, como acontece no ténis, nunca teríamos tido no nosso país desportistas do calibre do Eusébio, Joaquim Agostinho, Carlos Lopes e outros, que nasceram bem pobres mas tiveram condições para fazer os seus desportos de eleição e virem aí a ser os melhores do Mundo. Claro que é necessário ter em conta que há muitos pais do ténis e treinadores de ténis que querem as coisas a continuar como estão, com pouca concorrência para os filhos e alunos, e não se importam nada que a modalidade do ténis não vá mais além desde que os seus rebentos sejam os maiores a nível interno ou até só regional."
Luciano Larrossa disse...
"Sou adepto de algumas ideias que estão aí, aliás, com a a maioria delas. Principalmente no que toca ao espírito de grupo que realmente é zero, mas que aos poucos já começa a melhorar."
Jorge Cruz disse...
"Acho muito bem que a Associação de Pais arranque, porque vai ser muito importante para os atletas."

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