terça-feira, 26 de maio de 2009

A Idade das Jogadoras

O fenómeno das adolescentes estrelas de ténis de há uns anos atrás acabou por implicar a necessidade de se estabelecerem certos limites. A precocidade de uma Capriati ou uma Tracy Austin conduziu-as a um dia-a-dia demasiado stressante, a lesões frequentes e a uma clara incapacidade de gerir o turbilhão de fama e benefícios que alternava com naturais fracassos. A ITF interveio estabelecendo limites de idade para a participação em torneios com um estatuto profissional ou semi-profissional.
Em conformidade, as tenistas que ainda não tenham feito 14 anos não podem jogar torneios pontuáveis para o ranking WTA, as de 14 anos podem apenas jogar 8 torneios desse tipo nesse ano, o limite para as de 15 anos é de 10 torneios, sendo de 12 provas para as de 16 e de 16 provas para as com 17 anos.
Faz isto realmente sentido? A regra é bem intencionada, mas talvez lhe falte algum tempero de bom senso. A leva de torneios pontuáveis para a WTA em curso actualmente em Portugal faz-nos pensar isso mesmo. Tem lógica que se evite sobrecarregar jovens tenistas ainda com o corpo em plena fase de formação, com alguma imaturidade psicológica e competitiva (mesmo contra a vontade delas e das suas famílias). Todavia, é um desperdício ver uma Maria João Koehler, por exemplo, a só poder fazer 12 torneios pontuáveis para a classificação WTA entre Outubro do ano passado e Outubro deste ano. que será suposto ela fazer durante o resto do tempo a nível competitivo? O circuito CIMA acabou, restando somente meia-dúzia de "prize moneys" nacionais, as provas internas dos escalões jovens não são competitivas, as idas ao estrangeiro são sempre uma opção caríssima...

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