terça-feira, 23 de junho de 2009

Jogos Arbitrados

Porque é que não há mais encontros de ténis arbitrados? Fiz várias vezes a pergunta a pessoas ligadas à arbitragem e, com algumas nuances, a resposta é sempre uma de duas: ou não há árbitros suficientes para as necessidades ou os organizadores dos torneios não têm dinheiro.
Começando por pegar no segundo argumento, é claramente falacioso. Se os clubes têm dinheiro para despesas muito maiores, também terão para pagar a deslocação e o trabalho dos árbitros. Embora eu continue a defender que não devem ser os clubes a pagar as despesas com arbitragem. O que seria se no futebol ou noutras modalidades fossem os clubes a encarregar-se dos vencimentos dos árbitros?
Se é nítido que os clubes e outras entidades organizadoras de torneios de ténis, podendo suportar encargos muito maiores, podem perfeitamente suportar as despesas com arbitragem, nas poucas semanas em que as têm durante o ano, já não será tão nítido o que fazer quanto a uma efectiva falta de pessoas habilitadas para arbitrar. Os clubes até podem somar significativas quantias com as taxas de inscrição dos tenistas nos torneios e ter muito com que pagar a arbitragem que se não houver árbitros não se vão inventar.
Mas porque é que há poucos árbitros? Para já, porque há poucos cursos de arbitragem. Resta saber porque é que há poucos cursos de arbitragem. Será que não é porque quem os pode criar não os quer criar, mantendo os serviços de arbitragem nas mãos de meia-dúzia?
Se assim for, só resta a Federação ou o Estado (o IDP) tomar nas suas mãos a formação de árbitros de forma directa e activa.
Sem vontade para tal, há a alternativa do recurso a alguém do público aceite por todas as partes para que se tenham mais árbitros nas cadeiras a eles destinadas. Não será o ideal, mas é então o possível.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ronaldo e a Promoção do Desporto

Não sou dos que acham que o Cristiano Ronaldo tem obrigação de partilhar o dinheiro que a sorte e o mérito lhe proporcionaram. O dinheiro é dele e ele gasta-o como bem entender.
Porém, quando se vê um Obikwelu, com muito menos meios, ter uma iniciativa como é a Fundação Francis Obikwelu, é inevitável pensar o que poderia fazer um Ronaldo dentro da mesma linha de objectivos.
Há tantos jovens com valor a que só falta dinheiro para irem mais longe no desporto (e noutras actividades) que não é possível deixar de ter em mente que, destinando apenas algum do seu dinheiro ao apoio às actividades desses jovens, o Cristiano Ronaldo poderia fazer mais pelo desporto português e mundial do que conquistando todos os títulos que tem conquistado.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Experiência internacional

Há uns tempos atrás, um amigo perguntou-me que medida escolheria se só pudesse escolher uma medida para favorecer o futuro do ténis português. Estranhamente ou talvez não, a resposta saiu-me com certa facilidade: escolheria o agrupamento de meios para permitir a jovens tenistas nacionais andarem lá por fora a competir o máximo de tempo possível.
De facto, parece-me que o que mais urge fazer é pôr os nossos jovens em contacto com as realidades internacionais. Sermos um país periférico no contexto europeu não ajuda, mas se não formos por aí, de nada valerão outras iniciativas.
É bom ter um CAR. São bons os estágios promovidos pelos seleccionadores nacionais. A organização de torneios juvenis A e B tem tudo de bom. Porém, se os nossos tenistas mais promissores não andarem em competições internacionais sempre que a escola o permite, ficaremos para trás. Quanto a mim, é esta falta de contacto internacional ao nível do que fazem outros países um dos principais responsáveis por a diferença entre os tenistas lusos e de outras zonas aumentar com a idade dos jogadores.
Tempo para ir fora de Portugal existe (o ano escolar tem entre 15 e 20 semanas de férias). Quanto a dinheiro, é inequívoco que as famílias terão que fazer um esforço redobrado para atingir objectivos, mas a Federação também ainda tem margem para poupar noutras coisas e apoiar um projecto do tipo que aqui preconizo.
A checa Gabriela Pantuckova, de 14 anos, jogou nos últimos 6 meses 68 encontros internacionais. O peruano Sub-16 Daniel Santos já contabiliza 62 encontros internacionais em 2009, o croata Filip Veger e o argentino Juan Ignácio Galarza, da mesma idade de Daniel, vão em 61 encontros internacionais cada no decorrer deste ano. A romena Elena Bogdan, 17 anos feitos há pouco, tem 57 encontros destes em menos de meio ano. Não será este tipo de calendarização uma mais-valia?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Francis(co)

A Fundação Francis Obikwelu organizou dia 7 de Junho, em Gaia, o primeiro de três eventos de captação de talentos desportivos pelo país, nas modalidades de ténis, natação, futebol, atletismo e basquetebol.
O evento denominado "Talentos Escondidos – Zona Norte" teve como objectivo a descoberta de talentos dos 6 aos 14 anos, premiando um jovem em particular com uma ajuda de 5000 euros, para despesas de formação, aquisição de equipamento e deslocações a provas desportivas.
Para nosso gáudio, o vencedor foi um pequeno tenista, o bracarense Francisco Caldas, alguém com efectivo valor e com uma família que dá mesmo garantias de ir usar o dinheiro no ténis do Francisco.
O Nuno Marques, o nadador Simão Morgado, o treinador de futebol de formação Tiago Lopes, o basquetebolista Sérgio Ramos e o próprio Francis Obikwelu fizeram a observação e selecção dos jovens que se inscreveram.
Esperemos que surjam muito mais iniciativas do tipo da que aqui fica referenciada.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Despiste médico

Por muito impopular ou antipática que seja a medida, torna-se necessário fazer um despiste médico aprofundado de tudo o que os tenistas a iniciarem-se na modalidade possam ter que desaconselhe a prática do ténis de competição (ou mesmo do ténis de lazer, se for o caso).
Dirão que ninguém é federado sem exames médicos, mas eu sei perfeitamente o que estou a dizer. A quantidade e tipo de lesões que afectam os jovens tenistas pode ter a ver com algumas deficiências na preparação física ou mesmo no treino de campo, mas é sobretudo grave quando o jovem tem uma predisposição de base para essas lesões, um quadro médico pessoal que tinha que ter sido detectado logo a priori e não foi.
Mais vale que existam diligências médicas exaustivas nos primórdios da prática desportiva, mesmo que afastem os miúdos da prática (competitiva) da modalidade, do que deixar andar as coisas até um ponto em que os garotos se encheram de expectativas de títulos que a sua saúde não lhes permite alcançar. Ao que se podem juntar lesões complicadas até para a vida do dia a dia.
Quanto a mim, o ideal seria as associações regionais ou a própria Federação tomarem em mãos este pelouro médico, tutelarem-no, de preferência com técnicos de saúde tão ligados ao ténis como possível. Mesmo que assim não seja, as entidades referidas podem usar as concentrações das selecções regionais e nacionais para avaliações médicas (à imagem do que se faz em Espanha, França e outros países).
Para os pais que felizmente nunca passaram por isso, tenho que fazer um último alerta. Quando surgem as lesões, graves ou menos graves, raramente há responsáveis ou apoios. Ninguém tem culpa. Ninguém sabia. Ninguém viu. Ninguém pode ajudar. Os seguros desportivos são anedóticos. Filhos e pais ficam completamente sozinhos (em regra).

terça-feira, 9 de junho de 2009

Parabéns ao Gil, à Michelle e à Maria João

Parabéns muito sentidos ao Frederico Gil, à Michelle Larcher de Brito e à Maria João Koehler. Se há-que parabenizar iniciativas de dirigentes, que dizer destes fenomenais jogadores?
Parabéns ao Frederico, que ganhou ao Gimeno Traver por claros 6-1 e 6-3 depois de ter perdido com o mesmo jogador uma semana antes. Mesmo o segundo encontro sendo em relva e o primeiro em terra batida, é um feito digno de um tenista com uma enorme força mental.
Parabéns à Michelle e por dois motivos, a entrada no Top-100 WTA (com o seu 90º posto, é a primeira portuguesa nesta hierarquia) e o wil card para o Quadro Principal de Wimbledon (que só se consegue com muito prestígio acumulado).
Parabéns à Maria João pela segunda vitória em torneios pontuáveis para o ranking WTA (venceu em Amarante duas semanas após a vitória em Cantanhede).
O que todos estes tenistas têm em comum é uma ambição, um querer e uma garra fora do comum.

Alta Competição e Bolsas de Apoio

Obviamente, nem tudo é mau na organização do ténis português. Pelo contrário, o meu entendimento é o de que há muita coisa boa a assinalar e a generalidade dos assuntos estão a atravessar uma evolução extremamente positiva. O próprio CAR, com inquestionáveis falhas pelo meio, é um claro avanço em relação ao statu quo anterior.
Mesmo em termos de diovulgação de apoios institucionais, os últimos tempos podem ser vistos como uma "lufada de ar fresco". Basta referir que o novo site da Federação publica, além das normas para a obtenção do Estatuto de Alta Competição e de Bolsas de Apoio à Alta Competição, a lista de nomes dos beneficiários. Assim, tudo é claro, transparente.
Pelo que oiço dizer, as associações regionais estão alertadas e seguirão em breve o exemplo, promovendo aquilo de que tanto se fala em Portugal a todos os níveis: "uma verdadeira política de transparência e proximidade". As iniciativas, eventos e apoios que se efectuem, têm que ser publicitados, a bem de tudo e de todos.

domingo, 7 de junho de 2009

Regresso ao Assunto

Acreditem que é com grande tristeza que tenho que voltar a este assunto, mas o passar dos dias, e até das horas, parece agravar mais e mais as coisas. Já não são dois e sim três os tenistas da capital a ir integrar o CAR como internos. Pelo menos este terceiro elemento é apenas da chamada Grande Lisboa e não propriamente da cidade que dá nome à região. Mas será que o Estoril fica assim tão longe?
A agravar tudo isto, dá a ideia que os jogadores em causa vão ser internos mas sem dormirem no CAR, vão ser realmente uma espécie de "falsos internos". A ideia é só não pagarem refeições e, num caso muito especial que toda a gente vê qual é, não pagar as aulas do treinador e continuar a treinar com o mesmo técnico.
Não posso crer que isto vá por diante assim. Todavia, terão que se apurar os culpados por estas "manobras". Serão os pais? Será alguém na Federação? Serão os treinadores?
É que não ficamos por aqui. Uma das últimas novidades é que a idade inicialmente estabelecida para os membros do CAR desceu para 14 anos, sem nenhuma nota pública e depois de ter sido noticiado publicamente que essa idade era de 15 anos. É esquisito e mais esquisito ainda se pensarmos que houve várias hipóteses de aumentar o limite máximo de idade e esse permanece o mesmo da primeira hora (18 anos).
Com tudo isto, há cada vez um maior risco de cair em descrédito um projecto de que o país tenístico necessita muitíssimo.
Não ponho em causa à partida a honorabilidade de nenhum dos envolvidos, mas não será já tempo de alguém vir explicar o que tem que ser explicado?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Lisboetas no CAR

Tive há pouco tempo a confirmação, sublinhe-se esta palavra, de que um jovem tenista e uma jovem tenista lisboetas vão aproveitar as condições oferecidas pelo CAR do ténis na qualidade de residentes.
Não vou dizer os nomes porque ainda tenho esperança que alguém volte atrás nisto e os dois atletas, talvez os menos culpados de entre os envolvidos, sejam resguardados. A culpa é obviamente dos adultos e, com toda a sinceridade, espero que os adultos envolvidos responsáveis nesta matéria, começando pelo Cunha e Silva e pelo novo Presidente da FPT, pessoas que sempre tenho admirado, se apercebam rapidamente do quanto erraram. Errar é humano e, mesmo com tenistas do CETO no meio do imbróglio, não quero sequer pôr a hipótese de isto ser mais que um erro, uma má avaliação do que está em causa.
Não pode fazer sentido que fiquem de fora do CAR bons e esforçados tenistas da província para que pessoas da região de Lisboa fiquem permanentemente no CAR.

Agora os Nomes

Escrevi aqui há alguns dias atrás que o processo de criação do CAR de ténis do Jamor exigia muito mais do que a simples discussão de nomes de protagonistas, fossem eles potenciais directores, treinadores, preparadores físicos ou... jogadores.
Não retiro uma vírgula. No entanto, é chegado o tempo de divulgar ao país os nomes dos atletas que irão integrar o CAR já a partir deste mês. Segundo sei, os convites foram feitos e quem escolheu aceitar já aceitou. Terá até havido ontem uma reunião com atletas e pais. Porque não se fez ainda a divulgação dos nomes dos tenistas que integrarão o CAR?
Não digo que se divulgassem os nomes dos convidados, pois estávamos perante uma lista ainda sujeita à aceitação dos interessados (embora também não viesse daí mal ao Mundo). Inversamente, pelo menos a lista dos que aceitaram fazer parte do projecto tem que ser divulgada e o mais depressa possível.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Favor da Relva

Na conferência de imprensa de apresentação da cobertura do court central de Wimbledon, um jornalista questionou se não seria de mudar o piso do célebre torneio. Assentou o seu raciocínio na previsivel degradação de uma relva menos exposta ao Sol e no facto de cada vez existirem menos courts relvados.
A resposta foi um rotundo não. Para justificar o não, foi-se buscar a tradição e até o nome clássico da modalidade: Lawn Tennis (Ténis em Relva). São argumentos... mas não tão fortes como os que vieram a seguir, assentes na preocupação com a saúde dos jogadores.
É sabido que os tenistas de competição cada vez aguentam menos anos a alto nível e boa parte do problema tem a ver com os impactos consecutivos que os seus corpos sofrem, como que comprimidos entre as raquetes e os pisos duros. Se não se descobrirem novos tipos de pisos rápidos sintéticos, será inevitável uma maior viragem para a terra batida, a carpete e... a relva natural.
A relva, além do mais, oferece emoção como quase nenhum outro piso. O único inconveniente é a manutenção (mesmo a céu aberto).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

E a Competição Feminina?

Há sensivelmente 4 anos, a RFET, entidade responsável pelo ténis no país vizinho, achou que não podia continuar sem uma espécie de "plano de urgência para o ténis feminino".
Em masculinos, tudo bem para nuestros hermanos, com 3 jogadores a ocuparem o número 1 ATP nos últimos anos. Já em femininos, desde o abandono de Arantxa e Conchita Martinez, as tenistas espanholas têm passado ao lado dos grandes momentos do ténis mundial.
Como proceder? Os líderes federativos entenderam lançar o tal plano. Deram-lhe o agradável nome de "Enamórate" e duas vertentes: uma para as miúdas entre os 10 e os 12 anos, e outra para as jogadoras a iniciarem-se nas lides do profissionalismo.
Na primeira vertente, um pouco ao jeito do nosso PNDT, fizeram-se algumas concentrações com pequenas tenistas de 10, 11 e 12 anos, assimilando análises psicológicas, rastreios médicos, sessões de técnica e preparação física. Resultou a escolha de 16 meninas para algo do género do nosso CAR e, em anos posteriores, novos processos de selecção.
É uma vertente que poderá ou não ter resultados. Todavia, em termos humanos, levantam-me bastantes dúvidas os casos de desenraizamento familiar e geográfico de crianças com 10 ou mesmo 12 anos.
A outra vertente, tem todo o cabimento, assim haja dinheiro para a levar por diante. Trata-se de aumentar ao máximo o número e a qualidade dos torneios internacionais pontuáveis para a WTA em território espanhol. Pouco a pouco, o número e o nível destes torneios tem aumentado, colocando o país de Cervantes ao nível de França e Itália, muito além dos Quixotismos bacocos de outras eras.
Ainda temos "só" 5 jogadoras espanholas no top-100 WTA contra 10 de França e 6 de Itália, mas nota-se um progresso. Os espanhóis têm 5 elementos no top-100 WTA e 13 no top-100 ATP, mas o avanço da "Armada feminina" não passa desapercebido a ninguém.
Que podemos retirar daqui para o panorama português? Creio que há que assumir o péssimo estado do nosso ténis feminino, como os vizinhos assumiram o relativamente medíocre estado do deles. Como diria o mediático Dr. Phil: "Não se pode mudar o que não se reconhece".
Isso talvez seja o mais importante. Seguidamente, penso que faria sentido um plano de excepção para o nosso ténis feminino, algo que procurasse equilibrá-lo com o masculino. Claro que isto deveria ser simultâneo com a ascensão do nosso ténis masculino a patamares cada vez mais elevados.
De entre as medidas tomadas por nuestros hermanos, já está implícito acima que a mais interessante para mim é o incremento das provas pontuáveis para o ranking WTA.
Uma ideia que surge muito quando se fala em melhorar o ténis feminino é a de criar ou aproveitar treinadores "especializados em ténis feminino". Será que isso existe (ou pode vir a existir)? Os defensores desta posição alegam que a cronologia do desenvolvimento físico e psicológico feminino é diferente do masculino, falam da maior sensibilidade das mulheres, etc. Creio que carece de maiores fundamentos uma separação tão radical. Aliás, vejo no convívio constante entre os dois sexos uma das vertentes mais simpáticas e enriquecedoras do ténis.
Há ideias mais ou menos válidas, mais ou menos validáveis, mas o surgimento de ideias bem intencionadas merecerá sempre atenção e só com novas e diversificadas ideias poderá melhorar algo.
Uma última palavra para salientar que Portugal tem jovens tenistas com claro potencial para chegar ao topo das classificações da WTA: Michelle Brito, Maria João Koehler, Patrícia Martins, Bárbara Luz, Ana Claro, Rita Vilaça, Margarida Moura, Joana Valle Costa... Faltam duas coisas: mais apoios para estas e o surgimento de muitas outras. É manifesta a existência de muito mais qualidade do que quantidade quanto toca falar do futuro do ténis feminino nacional.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ITN

O ITN (International Tennis Number) é uma classificação que pretende representar o nível geral de jogo de cada tenista. Com este sistema, a ITF (International Tennis Federation) pretende dar resposta a vários objectivos: federar e monitorizar um número maior de praticantes, acompanhar a evolução dos tenistas a nível nacional e internacional, promover competições com base nos níveis do ITN, facilitar a escolha de parceiros de treino e jogos amigáveis, favorecer a mobilidade dos jogadores entre os vários países e estabelecer uma certa metodologia de treino.
Dentro deste sistema, os tenistas posicionam-se entre o ITN 1 e o ITN 10. O ITN 1, simplificando isto, é para quem tem um nível equivalente ao topo da ATP ou WTA. O ITN 10 é o dos principiantes. As entidades responsáveis pelo ténis em cada país ou região classificam de acordo com critérios disponibilizados pela ITF, mas com base nas seguintes categorias: características gerais, serviço, resposta ao serviço, jogo de fundo do campo, jogo de rede, capacidade de passing e estilo de jogo.
O ITN, com algumas adaptações às várias realidades nacionais, já está implantado em países como França, Espanha, Estados Unidos da América, Alemanha, Itália, Austrália, Grã-Bretanha, Suíça, Suécia, Bélgica, Holanda, Polónia, Canadá, Luxemburgo e Marrocos. Seguirá Portugal o mesmo caminho?