Por muito impopular ou antipática que seja a medida, torna-se necessário fazer um despiste médico aprofundado de tudo o que os tenistas a iniciarem-se na modalidade possam ter que desaconselhe a prática do ténis de competição (ou mesmo do ténis de lazer, se for o caso).
Dirão que ninguém é federado sem exames médicos, mas eu sei perfeitamente o que estou a dizer. A quantidade e tipo de lesões que afectam os jovens tenistas pode ter a ver com algumas deficiências na preparação física ou mesmo no treino de campo, mas é sobretudo grave quando o jovem tem uma predisposição de base para essas lesões, um quadro médico pessoal que tinha que ter sido detectado logo a priori e não foi.
Mais vale que existam diligências médicas exaustivas nos primórdios da prática desportiva, mesmo que afastem os miúdos da prática (competitiva) da modalidade, do que deixar andar as coisas até um ponto em que os garotos se encheram de expectativas de títulos que a sua saúde não lhes permite alcançar. Ao que se podem juntar lesões complicadas até para a vida do dia a dia.
Quanto a mim, o ideal seria as associações regionais ou a própria Federação tomarem em mãos este pelouro médico, tutelarem-no, de preferência com técnicos de saúde tão ligados ao ténis como possível. Mesmo que assim não seja, as entidades referidas podem usar as concentrações das selecções regionais e nacionais para avaliações médicas (à imagem do que se faz em Espanha, França e outros países).
Para os pais que felizmente nunca passaram por isso, tenho que fazer um último alerta. Quando surgem as lesões, graves ou menos graves, raramente há responsáveis ou apoios. Ninguém tem culpa. Ninguém sabia. Ninguém viu. Ninguém pode ajudar. Os seguros desportivos são anedóticos. Filhos e pais ficam completamente sozinhos (em regra).
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