Acreditem que é com grande tristeza que tenho que voltar a este assunto, mas o passar dos dias, e até das horas, parece agravar mais e mais as coisas. Já não são dois e sim três os tenistas da capital a ir integrar o CAR como internos. Pelo menos este terceiro elemento é apenas da chamada Grande Lisboa e não propriamente da cidade que dá nome à região. Mas será que o Estoril fica assim tão longe?
A agravar tudo isto, dá a ideia que os jogadores em causa vão ser internos mas sem dormirem no CAR, vão ser realmente uma espécie de "falsos internos". A ideia é só não pagarem refeições e, num caso muito especial que toda a gente vê qual é, não pagar as aulas do treinador e continuar a treinar com o mesmo técnico.
Não posso crer que isto vá por diante assim. Todavia, terão que se apurar os culpados por estas "manobras". Serão os pais? Será alguém na Federação? Serão os treinadores?
É que não ficamos por aqui. Uma das últimas novidades é que a idade inicialmente estabelecida para os membros do CAR desceu para 14 anos, sem nenhuma nota pública e depois de ter sido noticiado publicamente que essa idade era de 15 anos. É esquisito e mais esquisito ainda se pensarmos que houve várias hipóteses de aumentar o limite máximo de idade e esse permanece o mesmo da primeira hora (18 anos).
Com tudo isto, há cada vez um maior risco de cair em descrédito um projecto de que o país tenístico necessita muitíssimo.
Não ponho em causa à partida a honorabilidade de nenhum dos envolvidos, mas não será já tempo de alguém vir explicar o que tem que ser explicado?
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